A delegação do IFMT – Campus Primavera do Leste composta por três equipes foi a campeã da Copa Centro-Oeste de Foguetes realizado nos dias 20 e 21 de junho, no Comando de Artilharia do Exército Brasileiro, na cidade de Formosa, em Goiás. As três equipes ganharam ouro na competição. A Copa é uma das principais competições estudantis de astronáutica do país. No evento os estudantes projetam, constroem e lançam foguetes, colocando em prática conhecimentos de ciência, tecnologia e engenharia.
A equipe IF na Órbita 01 atingiu 326 metros de distância, a equipe IF na Órbita 02 alcançou 275 metros e a equipe IF na Òrbita 03 obteve 287,2 metros. Na competição os foguetes são feitos de garrafa pet, lançados num ângulo de 45 graus e movidos por propulsão, através da reação química entre vinagre e bicarbonato de sódio. As três equipes conquistaram a faixa de campeões, ou seja, as três passaram do limite exigido pela competição para conquistar o ouro. A equipe IF na Órbita 01, se destacou na competição, como a segunda melhor distância na Copa Centro-Oeste de Foguetes.
A delegação do IFMT foi composta por três equipes: IF na Órbita 01 (Marcos Vinicius, Eduardo Medeiro e Laura Tessaro), IF na Órbita 02 (Wanderson Henrique, Bertho Amaury e Sthefany Gabriely) e IF na Órbita 03 (Raul Freitas, Maria Eduarda Carvalho e Gabriel Oliveira), formadas por estudantes dos cursos técnicos integrados em Eletrotécnica, Eletromecânica e Logística. A professora doutora, Denise Caldas Campos foi a coordenadora do projeto juntamente com o professor doutor, Alexandre Eduardo Santos.
O estudante do curso técnico em Eletrotécnica e líder da equipe, Marcos Vinicius Lopes de Oliveira, disse que participar da Copa Centro-Oeste de Foguetes foi uma experiência muito enriquecedora e que teve a oportunidade de colocar em prática conhecimentos de ciência, tecnologia e engenharia, além de competir com equipes de alto nível de diferentes regiões. “Representar o IFMT Campus Primavera do Leste e todo o estado de Mato Grosso trouxe um grande sentimento de responsabilidade e orgulho. O evento também permitiu trocar experiências, aprender novas técnicas e fortalecer ainda mais o interesse pela área aeroespacial. A conquista do título tornou essa experiência ainda mais marcante para toda a equipe”, disse o estudante Marcos Oliveira.
Marcos Oliveira salientou que ganhar a Copa dos Foguetes representa o reconhecimento de todo o esforço e dedicação da equipe. “Foi muito gratificante colocar em prática os conhecimentos aprendidos em sala de aula e ver que eles contribuíram diretamente para alcançar esse resultado. Essa conquista mostra a importância da ciência e da tecnologia na formação dos estudantes”, diz Marcos Oliveira.
A coordenadora do projeto disse o título de campeão representa a coroação de um esforço coletivo. “Ninguém lança um foguete sozinho, e o papel de uma coordenadora é garantir que cada engrenagem funcione no seu melhor potencial. Esse prêmio mostra que consegui extrair o melhor de cada talento da equipe, mantendo todos unidos mesmo nos momentos de maior frustração e testes que falharam. Ver o orgulho do time ao receber esse troféu é o que mais me realiza como líder”, conta a professora Denise Campos.
A professora destacou que o projeto oportuniza que os alunos conheçam a ciência na prática. Eles aplicam conceitos complexos de física, termodinâmica e química dos combustíveis/propelentes. “Os estudantes precisam entender a densidade dos materiais, a resistência do ar e o cálculo da trajetória parabólica para que o foguete alcance a altitude ou o alvo desejado”, explica.
Outro ponto abordado pela docente é que eles aprendem sobre tecnologia no desenvolvimento de projeto, pois utilizam softwares de simulação de voo (como o OpenRocket), modelagem 3D (CAD) para projetar os componentes. Além disso, aprendem a trabalhar com a engenharia na resolução de problemas.
“É o cerne do projeto: Engenharia é restrição e otimização. Os alunos precisam projetar pensando em aerodinâmica, estabilidade, peso e escolha de materiais, tudo isso respeitando as regras estritas da competição e o orçamento disponível. O outro ganho é que o projeto desenvolve o pensamento crítico. Quando um foguete falha nos testes, a equipe precisa investigar o erro, analisar os dados e redesenhar o protótipo. Isso é a engenharia do mundo real”, explica a docente.
















