Thiago Rafael da Costa Santos, professor de história do Instituto Federal de Mato Grosso - IFMT, Campus Pontes e Lacerda, e atualmente, doutorando pela Universidade de São Paulo - USP, lançou no último sábado (17.12), em Cuiabá/MT, o seu primeiro livro de contos “Mata rasa, cova grande” .
O livro foi lançado oficialmente na Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP, que ocorreu em novembro deste ano, no Rio de Janeiro, evento este que homenageava Maria Firmina dos Reis e estavam presentes diversos autores/as, como a cubana Teresa Cárdenas e a francesa vencedora do Prêmio Nobel de Literatura deste ano, Annie Ernaux.
Thiago Costa relata que para ele foram duas alegrias: a publicação e a possibilidade de conhecer Paraty. E acrescenta, "para mim, a estrela do evento era a autora cubana Teresa Cárdenas. E foi uma honra participar da edição que homenageava Maria Firmina dos Reis. Uma honra”.
O livro “Mata rasa, cova grande” é formado por 27 contos, entre publicados e inéditos.
"Eu escrevo e publico contos já faz algum tempo. E não imaginava reuni-los em uma coletânea. Foi ideia do meu amigo, o escritor Wuldson Marcelo juntar os textos. Claro, eu fiz uma seleção e quis elaborar material novo, adicional. Nesse processo, descobri a Rizoma Projetos Editoriais, de Santa Catarina. Felizmente a Rizoma acolheu a proposta e pudemos publicar a obra. Também foi ideia da editora lançar na FLIP.””
Em 2019, o professor foi vencedor do 1º Prêmio Pixé de Literatura, na categoria prosa e finalista da Off Flip em 2021.
Além disso, Costa é autor de "O Brasil pitoresco de J.B. Debret ou Debret, artista-viajante” (RJ, 2016), organizador – ao lado de Ariadne Marinho – de “O jardineiro de Napoleão. Alexander von Humboldt e as imagens de um Brasil/América (sécs. XVIII e XIX)” (Curitiba, 2019); e organizou a obra 'Ciência na Fronteira: Ensino, Pesquisa e Extensão no IFMT campus Pontes e Lacerda' (Goiânia, 2019).
Ao ser questionado sobre qual era o seu estilo de escrita, Thiago descreve priorizar sempre uma perspectiva classista, das minorias, em uma compreensão que não seja apenas materialista. "É o fluxo de pensamento que me interessa. O/a personagem e o cenário devem se fundir. Então, forma e substância também se entrelaçam. Tudo é estilo, na verdade."
Confira a sinopse do livro "Mata rasa, cova grande":
Sinopse
No interior do interior das regiões de dentro do Brasil, existe outro país. Ainda mais distante e misterioso, ainda mais vasto e indefinido. Onde o amor cresce selvagem. Sem sentido, sem destino. Uma terra bruta. Trágica, sem esperança. De riquezas infinitas e de miséria encarnada, farta. Os contos de Thiago Costa perdem-se nessas veredas. Abordam a dor, a ausência, a loucura. A desventura, a solidão. Suas personagens são caminhantes andrajosos, andarilhos de trajeto indeterminado, seres desviantes, des-encantados, caídos. Nesse caminho, tudo é encenação. A vida é postiça. Improvisada. Na beira das estradas, nos matagais ignotos, nas fissuras da cidade, nas margens da noite. Mas, da materialidade viscosa da angústia, onipresença que asfixia, brota um alento, como a flor que enfeita uma paisagem semi-morta.
A obra pode ser adquirida no site: https://www.rizomaeditora.com.br/product-page/mata-rasa-cova-grande
Para conhecer mais do autor, acesse seus textos veiculados tanto na Ruido Manifesto (https://ruidomanifesto.org/?s=Thiago+Costa) quanto na Revista Pixé (https://www.revistapixe.com.br/search-results-page/Thiago%20Costa)
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